Síndico que confessou matar corretora isentou moradores da taxa de condomínio do mês em que ela desapareceu: 'Um bônus'

Áudio: Síndico que matou corretora pediu a moradores para não falar sobre desaparecimento O síndico Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, isentou os moradore...

Síndico que confessou matar corretora isentou moradores da taxa de condomínio do mês em que ela desapareceu: 'Um bônus'
Síndico que confessou matar corretora isentou moradores da taxa de condomínio do mês em que ela desapareceu: 'Um bônus' (Foto: Reprodução)

Áudio: Síndico que matou corretora pediu a moradores para não falar sobre desaparecimento O síndico Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, isentou os moradores da taxa de condomínio referente a dezembro, mês em que a corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, desapareceu e foi morta por ele. Em um áudio gravado para integrantes de um grupo do prédio, que fica em Caldas Novas, no sudoeste de Goiás, ele reclamou que os condôminos não reconheceram o "bônus" que ele havia concedido. (ouça no vídeo acima) "Eu isentei a taxa de condomínio que venceu no dia 10 de janeiro, referente a dezembro. Eu isentei os proprietários do pagamento dessa taxa, como um bônus, uma regalia, né, para começar o ano com essa taxa a menos a ter que pagar", disse. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Em nota enviada ao g1, a defesa de Cleber afirmou que aguarda o fim das investigações e não se manifestará sobre as circunstâncias e demais elementos do caso até a conclusão do inquérito (leia a íntegra da nota no fim da reportagem). Na mensagem, o síndico se queixou de que a sua iniciativa havia gerado poucos comentários por parte dos moradores, ao contrário do sumiço da corretora, então sem explicação. Segundo a irmã de Daiane, Fernanda Alves, quem forneceu o áudio ao g1, a gravação foi feita no início de janeiro. Cleber foi preso e confessou o crime no dia 28. "Eu considero que seja uma coisa positiva e não teve comentário. Agora coisas negativas muita gente se atenta, né? Fica atento para comentar, inclusive sem informações, tá?", disse o síndico, referindo-se ao paradeiro de Daiane. Na mesma gravação, Cleber solicitou que os moradores não fizessem mais comentários sobre o caso e que havia excluído um morador depois que ele inseriu um conteúdo sobre o assunto no grupo, o que ele havia proibido. Segundo Fernanda, esse "Joãozinho", ao qual Cleber se refere no áudio, postou uma reportagem sobre o desaparecimento. O síndico Cleber Rosa de Oliveira confessou ter matado a corretora Daiane Alves Souza Wildes Barbosa/ O Popular e Arquivo Pessoal/ Nilse Alves Pontes LEIA TAMBÉM Em áudio, síndico que matou corretora pedia a moradores para não falar sobre desaparecimento Corretora assassinada: Síndico confessou crime e levou polícia ao local onde corpo foi deixado Mãe de corretora assassinada por síndico relata dor, revolta e alívio ao buscar corpo: 'Ela vai ser colocada num lugar de descanso' Antes de concluir o áudio, Cleber diz para os moradores e proprietários que "não há prova nenhuma" de que Daiane havia desaparecido do prédio. "Não existe essa prova. Ninguém pode confirmar isso e já está praticamente atribuindo ao prédio uma responsabilidade que ele não tem", afirmou. Tiro na cabeça Daiane foi morta no dia 17 de dezembro, depois que saiu do seu apartamento e desceu até o subsolo do seu prédio, no bairro Termal, para verificar por que o seu apartamento estava sem energia, o que acontecia com frequência. A última imagem dela é no elevador, por volta das 19h. Depois de ter sido preso e confessado o crime, mais de 40 dias após o ocorrido, Cleber levou a polícia até o local onde havia deixado o corpo, em uma área de mata, em Ipameri, às margens da GO-213, a cerca de 15 km de Caldas Novas. O desfecho aconteceu depois de um histórico de brigas e processos judiciais entre os dois, que, segundo a polícia, envolveu uma disputa pela administração dos apartamentos que a família de Daiane possui no condomínio. De acordo com a declaração de óbito, à qual o g1 teve acesso, Daiane foi morta com um tiro na cabeça. "Causa Mortis - Traumatismo Crânioencefálico causado por projéteis de arma de fogo", diz o documento. O advogado que defende a família de Daiane, Plínio César Cunha Mendonça, já havia adiantado que informações preliminares da polícia tinham apontado que havia sido encontrada uma bala alojada na cabeça dela. Além disso, a própria defesa informou que Cleber admitiu à polícia ter usado arma de fogo no crime. Apesar da declaração da morte, a dinâmica do crime ainda será esclarecida pela Polícia Civil. Há, ainda várias perguntas sem respostas, como, por exemplo, se Cleber matou Daiane no prédio ou às margens da rodovia estadual. Nilse Alves, mãe da corretora, contou que o sentimento agora é de revolta e alívio após sepultar o corpo da filha depois de mais de 40 dias de angústia. “Alívio por saber que ela vai ser colocada num lugar de descanso e não no meio do mato onde o assassino a jogou. E com muito conforto vendo toda solidariedade e tanto apoio!”, disse. No dia 3 de dezembro, o corpo de Daiane foi liberado pelo Instituto Médico-Legal (IML) de Goiânia, após o resultado da identificação feita com DNA dentário. O velório e o sepultamento foram realizados na quarta-feira, no Cemitério Parque dos Buritis, em Uberlândia, Minas Gerais. Leia a íntegra da nota da defesa de Cleber Rosa de Oliveira: "O escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, representando os interesses do Sr. Cleber Rosa de Oliveira, vem informar que a defesa técnica aguarda o fim das investigações, de modo que não se manifestará sobre as circunstâncias e demais elementos do caso até a conclusão do inquérito policial. Todavia, reitera que o Sr. Cleber permanece colaborando com a Autoridade Policial". 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias em Goiás