Operação combate fraude que inseriu mandados de prisão falsos no TJ e CNJ, incluindo nomes de Lula e Alexandre de Moraes

Operação mira fraudes com mandados de prisão falsos Uma operação policial combate, na manhã desta quinta-feira (5), um esquema fraudulento de inserção d...

Operação combate fraude que inseriu mandados de prisão falsos no TJ e CNJ, incluindo nomes de Lula e Alexandre de Moraes
Operação combate fraude que inseriu mandados de prisão falsos no TJ e CNJ, incluindo nomes de Lula e Alexandre de Moraes (Foto: Reprodução)

Operação mira fraudes com mandados de prisão falsos Uma operação policial combate, na manhã desta quinta-feira (5), um esquema fraudulento de inserção de mandados de prisão falsos em sistemas da Justiça, incluindo autoridades como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro e vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. De acordo com a Polícia Civil, os nomes eram inseridos indevidamente nos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A operação está sendo realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc) de Goiás junto com o Núcleo de Inteligência do TJGO e com a Polícia Civil de Minas Gerais. Há também apoio operacional da Polícia Civil do Distrito Federal. Segundo a Polícia Civil, as investigações apuram a inserção de mandados de prisão falsos tanto no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), do CNJ, quanto em processos digitais do sistema do Tribunal de Justiça goiano, incluindo documentos que simulavam decisões judiciais. A polícia ainda não divulgou quantos mandados foram cumpridos e nem em quais cidades. LEIA TAMBÉM Suspeitos de tentar matar empresário com granada em drone realizaram dois ataques, diz polícia Operação mira facção criminosa que movimentou mais de R$ 630 milhões e cumpre mandados em sete estados Condenada por estelionato, ‘Barbie do crime’ é solta após revogação da prisão Entre os alvos dos fraudadores estavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes Crédito: Gustavo Moreno/STF e Luiz Silveira/STF Em nota enviada ao g1, o CNJ disse que as ações foram realizadas por meio de credenciais de acesso comprometidas, pertencentes a usuários de tribunais, em decorrência de roubo de credenciais, segundo apuração da Divisão de Segurança da Informação do Conselho (leia a íntegra da nota ao final da reportagem). Já o TJGO afirmou que teve atuação direta na apuração das fraudes investigadas na Operação Lex Data, deflagrada nesta quinta-feira pela Polícia Civil. O Tribunal disse que a Divisão de Inteligência Institucional identificou indícios de acessos desautorizados, criação de processos fictícios e inserção de dados falsos em sistemas judiciais (leia a íntegra da nota ao final da reportagem). Leia a íntegra da nota do CNJ: "O Conselho Nacional de Justiça tomou conhecimento do ocorrido em janeiro deste ano e identificou alteração indevida em dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP). A alteração consistiu na substituição indevida de dados vinculados a um mandado judicial por dados associados a autoridades brasileiras. A apuração da Divisão de Segurança da Informação do Conselho indicou que as ações foram realizadas por meio de credenciais de acesso comprometidas, pertencentes a usuários de tribunais, em decorrência de roubo de credenciais, utilizadas de forma indevida no sistema. Não houve invasão, violação ou comprometimento dos sistemas do CNJ. A alteração não resultou na expedição de mandados contra as autoridades mencionadas. O incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos". Leia a íntegra da nota do TJGO: "O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás informa que teve atuação direta na apuração das fraudes investigadas na Operação Lex Data, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás. Assim que tomou conhecimento da subtração e do uso indevido de credenciais digitais de duas servidoras do Judiciário, a Presidência e a Corregedoria-Geral da Justiça determinaram a instauração de investigação preliminar no âmbito do próprio Tribunal. A apuração foi conduzida pela Divisão de Inteligência Institucional do TJGO, que identificou indícios de acessos desautorizados, criação de processos fictícios e inserção de dados falsos em sistemas judiciais. As informações técnicas apuradas foram formalizadas em relatório e imediatamente compartilhadas com as autoridades policiais, o que deu início às investigações criminais e possibilitou o avanço das diligências. O TJGO também atuou de forma integrada com o Conselho Nacional de Justiça e com unidades de inteligência de outros tribunais, além de manter cooperação permanente com as forças de segurança envolvidas. O Tribunal segue colaborando com as investigações e informa que adotou todas as providências administrativas e tecnológicas cabíveis". 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.